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13/11/2009

Crianças e a sinceridade...

Na quarta feira, quando fui a festinha da Mari na escola as crianças ficavam em volta de mim. Pediam docinhos, chocolates, refrigerante, suco, perguntavam se tinha sacolinha surpresa, etc. Em determinado momento, uma delas chegou perto de mim e disse:
__ Tia eu não trouxe presente, porque a minha mãe esqueceu, mas amanhã eu vou trazer, tá?

Eu fiz um carinho nela, e falei que não tinha problema, mandei aproveitar a festinha que a Mariana ia amar. Depois, uma outra criança me abordou e soltou essa:
__ Tia, eu não trouxe presente, e a minha mãe falou que não vai comprar!
Eu achei tão engraçado, tão sincero. E acredito mesmo que a mãe tenha falado isso. Porque a gente fala cada coisa e elas repetem exatamente o que falamos e nos deduram para outras pessoas.
Há algumas semanas a Mariana chegou em casa e brava me questionou:
__ Mamãe, hoje eu empurrei o Zyon e a tia brigou comigo! Perguntei a ela porque tinha empurrado o amiguinho e ela me respondeu.
__Porque ele tinha me empurrado também e você falou para mim que quando alguém me batesse era para eu bater também... Aí eu expliquei para a tia e ela me disse que você está errada, Mamãe! (E repetia...) Você está errada Mamãe, errada!

A minha cara foi no chão. Eu realmente tinha falado aquilo para ela. Depois de várias vezes escutar o lamento dela, quando algum coleguinha a empurrava ou até mesmo mordia, eu cansei de orientar para não bater e já cansada da novela falei para ela revidar. Pronto, ela foi na minha onda e a tia brigou com ela. Mas o que me chamou a atenção foi que ela contou exatamente tudo para a professora, ou seja, as crianças nesta faixa de idade (5 anos) principalmente são super sinceras...


Terminamos a conversa com eu me rendendo e falando para ela, que realmente a Mamãe estava errada, e que não era para ela revidar... rs!
Sinceridade é tudo! rs!

Foto: ImageShack

11/11/2009

Quando os pequenos gestos fazem diferença...

Como comentei ontem, hoje a Mariana faz 5 anos. E para a data preparamos algo diferente. Acordamos cedo, eu e o marido e preparamos um café da manhã para ela. Fizemos uma bandeja com o leitinho dela, o pão preferido, peito de peru enroladinho que ela ama, e uvas. Colocamos dois balões( um rosa e outro lilás) e um cartãozinho fofo também na bandeja!

Tudo pronto, fomos acordá-la. Eram 6:30 da manhã. Começamos a cantar parabéns e ela acordou ainda meio tonta, mas encantada com surpresa! Feliz da vida ela disse:

Ai, nunca imaginei que eu teria um dia tão feliz!!!

Eu me segurei para não chorar! Ela ficou tão feliz, se sentiu tão importante que para ela o café na cama foi melhor do que qualquer presente. Incrível como uma coisa tão pequena faz tanta diferença na vida de uma criança.

Mariana, minha Maricota! Eu te amo! Obrigado por me fazer feliz!


Foto: São Sebastião das Três Orelhas

10/11/2009

Aniversário da filhota!


A vida passa rápido, depressa demais. Mais um ano passou e a minha Mariana faz 5 anos amanhã. Como o tempo passa rápido. No que diz respeito a filhos então, ele voa sem a gente perceber! É praticamente zipado, e quando se vê um novo ano está a caminho...

Minha filha completa amanhã 5 anos. Lembro bem com muita nitidez de minha gravidez, parece que foi ontem que vi aqueles olhinhos enormes a me fitar no hospital. Parece que foi ontem que apaixonei-me perdidamente por um ser tão pequenino e indefeso.

Um dia alguém disse que ter filhos e sentir o coração bater fora do corpo! Acho a frase perfeita. Porque é um pedaço da gente ali bem a sua frente, te encarando, te exigindo, um doce e arriscado desafio diário! Ela colore a minha vida, me faz ainda mais feliz. Enche a nossa casa! Ri com a gente, e chora junto também!

Tem opinião, e atitude. Diz que vai ser cantora, atriz, e humorista. A gente escuta e dá risada! Não sabemos o que ele será quando crescer, só temos uma certeza: Ela será para sempre a nossa paixão o nosso amor maior!

Como bem soube expressar Luiz Fernando Veríssimo:

"A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final."

Ficamos aqui a acompanhar seu crescimento, a admirar sua postura e jeito doce de ser. E só nos resta torcer para que ela faça uma bela "arte-final" deste lindo trabalho iniciado por nós a 5 anos atrás.

Parabéns minha filha, Papai e Mamãe amam você!

22/10/2009

Uma canção para Mariana...

Esta semana eu escutei uma música linda no rádio. Na voz de Seu Jorge, a canção Mariana, me fez chorar. Um sambinha lindo que ele compôs para a filha. Tão doce, tão singelo, tão Mariana... E ficamos eu e a minha Mariana a dançar pela casa. Ela imensamente feliz por ouvir seu nome sendo cantado.

Segue a letra:

Mariana - Seu Jorge

Ninguém tem o dengo
Que tem minha preta
E nem o gênio
Que ela também tem
É ela quem dá ordem
Aqui na nossa casa
Mas quando ela relaxa
Fica tudo bem

A vida tá beleza
Aqui com a nossa filha
Agora tem mais uma
Que acabou de chegar
É mais uma menina
Pra nossa alegria
Que o nosso dia-a-dia vai se completar

Quem tem verdade
Tem valor
E bom é ter a sua mão
Na alegria ou na dor
Mariana para sempre meu amor

Aqui tem o vídeo do Seu Jorge cantando!

01/10/2009

Traços de hereditariedade musicais

Não gosto de silêncio. Só em doses bem pequenas. Nasci ouvindo música. Minha vida é um trilha sonora. Minha filha vai pelo mesmo caminho. Quando acorda e não ouve nenhum som, nenhum barulho em casa, logo se apressa em perguntar: “Aconteceu alguma coisa mamãe?”

Quando estamos em casa, sempre tem um DVD tocando, ou um canal de áudio na televisão(SKY). Talvez nós mesmos cantarolando acompanhando o maridão ao violão. O fato é que a música e os sons estão sempre presente caminhando conosco. É engraçado ver a Mariana tirando som de objetos e fazendo aquela baguncinha enlouquecedora que só ela faz. E bate aqui, assopra ali, assobia, bate palma. É um ritmo frenético que confesso, às vezes me deixa irritada.

Refletindo melhor, como posso irritar-me com isso, se é o que mais oferecemos a ela. Desde que era um projeto de criança, dentro de minha barriga, ela sempre ouviu muito som, muita cantoria. Ama cantar, tocar (bem ela tenta...) Pega o violão do pai, faz pose e muito barulho. Ganhou um teclado, enorme, maior que ela. E a danada consegue acertar algumas notas. É afinada, tem ritmo e eu juro que não é corujisse da minha parte.

A vida é assim, o que é bom a gente tenta passar para frente criando os laços de hereditariedade. O que é mau, a gente reza e pede a Deus: “Toma conta Senhor...” rs!

17/09/2009

Quando o coração aperta...

Toda mãe deveria trabalhar meio expediente e ser MUITO bem remunerada para ficar o resto do dia em casa!!!

Post Desabafo de uma mãe que viu a filha chorar pela manhã dizendo:



"__ Mamãe, fica comigo! Eu queria chegar da escola todo dia e você me receber!!!"

16/09/2009

Coisa de Mariana...

Cheguei em casa na hora do almoço e tratei logo de avisar a Maricota:
__ Filha, já marquei com a tia Neide para a gente fazer o cabelo no sábado, tá?
__ Ah é?
__ É. Eu vou pintar o meu e você vai cortar o seu, tá?
__ Ô Mãe, não dá para a gente fazer o contrário não? Eu pinto o meu e você corta o seu?

(Risadas infinitas)

17/08/2009

Dor no Peito

Ele chegou e ela logo se apressou em correr para os seus braços. Radiante e feliz, os olhos brilhavam a cada presente desembrulhado. Eufórica, falava alto, retirando a nova boneca de dentro da caixa. Abraçou a almofada de boneca com seu nome gravado, e deu pulos de alegria ao ver os chocolates.

Depois deu beijos e abraços apertados naquele que ela não via há quase um ano. Passou o final de semana junto, brincando, curtindo, tirando fotos, fazendo graça. Matando toda a saudade que lhe foi permitida.

Chegou a segunda-feira, hora dele ir embora. Ela fechou-se. Franziu a testa, cruzou os braços. Não quis se despedir. Ficou brava, contrariada e se escondeu. Depois sentou-se na muretinha da cisterna e ainda de braços cruzados, ficou a fitar-lhe com olhar de desagrado enquanto ele retirava o carro da garagem rumo a estrada. Mais de 300 km o esperavam. Ela não, nada esperava. Apenas sentia. Seu rostinho e suas feições de menina emburrada denunciavam mais do que uma simples birra de criança. Sentia em seu pequeno coraçãozinho uma dor imensa.

O carro sai, fechei o portão e ela desabou. Correu, agarrou-me pelas pernas e pôs-se a chorar. Inconsolável, confessou-me que não queria vê-lo partir. Não aguentei e chorei junto. Peguei-a no colo, e ela abraçou- me forte. Tentei argumentar, dizendo que ele tinha que ir para a casa, e ela respondei-me aos soluços: "__ Mas eu queria que ele ficasse mais uns dias..." Conversamos, e após chorarmos mais um pouco, prometi que brincaria com ela após o almoço. O choro foi passando e ela acalmou-se, mas em meu coração de mãe e filha o estrago já estava feito. Fiquei o resto da tarde recordando a cena e contendo as lágrimas que teimavam em cair.

Pequeno texto desabafo-descritivo da visita do meu pai e da minha avó em minha casa. Foi bom vê-los, conversar, matar as saudades, mas a despedida é a parte dolorosa da história. E desta vez, ao ver minha filha agir desta forma por causa do avô, me tocou ainda mais. Doeu e está doendo. Saudade que fica para a gente matar em outro encontro que a vida nos permitir...

Foto: Destrambolhices
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